terça-feira, 4 de janeiro de 2011

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Doutoramento em Organização e Gestao e Escolar (Pedro Marcelino)
Autor: PERRENOUD, Philippe. (2002). Os sistemas educativos face às desigualdades e ao insucesso escolar: uma incapacidade mesclada de cansaço. Faculté de psichologie e et des sciences de l’education. Université de Genève.
Palavras chave
Insucesso escolar, mudanças/reformas, organização
Autores da bibliografia citada: Hutmatcher (1), Isabert-Jamati (1), Duru-Bellat (1)
RESUMO:
O autor começa por observar que apesar de muito se ter feito para reduzir a desigualdade e o insucesso escolar, a realidade parece não ter mudado, e os sistemas educativos revelam-se impotentes face ao problema. Em seguida apresenta vários mecanismos que na sua opinião que justificam a tal impotência dos quais se destacam:
1. A recusa de fazer parte do problema – as diferentes entidades ligados a educação não aceitam que fazem parte do insucesso escolar; efectivamente, enquanto os professores culpam os alunos pelo seu insucesso, os políticos culpam os seus antecessores; os pais culpam a escola colocando-se na posição de méros consumidores. Este facto á agravado pela vontade de não saber dos actores dos sistemas educativos que consiste em insuficiência e ou irrelevância de dados estatísticos falta de pesquisas educativas e não uso das poucas existentes para tomar decições;
2. As orientação na formação dos professores – as mudanças estruturais e programaticas nos sistemas educativos não são acompanhadas pela mudança de mentalidade dos professores, de onde resulta que tais mudanças não interessem aos professores (deficet especifico) isso por um lado, e por outro, não há antecipacção na formação dos professores de modo que eles ajam conforme as mudanças (deficet geral).
3. Concepção das mudanças e das organizações – tendo se provado que o modelo top down como botton up não são eficazes para gestão de mudanças, há que adoptar o modelo middle out, como forma de conciliar os interesses do topo com os da base; ainda em relacão as mudaças em particular o autor observa que verificam-se falhas na condução das mudanças, e aconselha que condução das mudanças não deve ser só da responsabilidade dos que detem o poder, há necessidade de incluir os demais utentes, como os pais e professores, e os funcionários;
4. A necessidade de reformar o pensamento – parte do principio de que as pessoas não foram educadas para pensar sistematicamente sobre os problemas; não foram educadas para mudar. Reformar o pensamento significa mudar a cultura organizacional e política.








Comentario critico

Metodologia:
O comentário será feito seguindo a sequência das oito teses do autor face às desigualdades e ao insucesso escolar nos sistemas educativos. Algumas teses afins serão aglutinadas no mesmo comentário.
A recusa de fazer parte do problema – o Sistema de Ensino no nosso país é caracterizado por uma séries problemas tais como reprovações massivas, desistências, para citar alguns; toda a tentativa de compreender a genese deste mal, os diferentes intervenientes no sistema remetem as culpas para os seus parceiros, ninguém reconhece o seu envolvimento no problema; os pais apontam o dedo acusador aos professores dizendo que não ensinam nada; estes dizem que a culpa é do governo que não cria condições de trabalho, assim por diante. É importante que cada parte aceite que, de uma ou de outra maneira, contibue para o fenómeno de insucesso.
A vontade de não saber – No fim de cada ano lectivo o Ministerio da Educção recolhe dados sobre as passagem dos alunos, que na realidade não reflectem a realidade, visto que existe uma “norma” segundo a qual, nenhum professor pode apresentar taxas de aprovação abaixo de 75% o que leva a viciar os dados. Parece que os decisores não estão interessados em saber qual é a situaçao real do sistema. Nenhuma istituição pública de formação de professores prioriza a investigação educativa.
O peso dos lobbies – o facto de os sistema de educação estarem estruturado e com orgánicas preenchidas, faz com que os seus actores estejam mais preocupados em preservar as suas posições e isso leva-os a resistir às mudanças, daí que muito de fala e nada se faz.
A procura de efeitos a curto prazo – não estamos preparados para esperar e para avaliar o nosso sistema a longo prazo, julgamos em função dos “resultados” no fim de cada mandato governamental. Nunca se fez uma avaliação dos ultimos quinze, ou mesmo dez anos.
As orientação na formação dos professores – o sistema educativo acompanha a dinamica social; se não se tomar em conta essa dinamica na preparação dos professores corre-se o risco de introduzir mudanças sem recursos para assegura-las. Não sendo possível formar sempre que se introduz uma mudança, há que ensina-los a aprender e adaptar-se às mudanças.
Concepção das mudanças e das organizaçoes e falhas na condução das mudanças – Em primeiro lugar há que realça a necessidade fazer com que todos os professores tenham a mesma concepção de organização e de mudança, para evitar o surgimento de facções prós e contras o que dificultaria o avanço do processo. Em segundo lugar é importante envolver todos na condução das mudanças desde a planificação até a avaliação. Cada um deve sentir-se coprometidos com as mudanças.
A necessidade de reformar o pensamento – esta constitui, na minha opinião, a questão crucial que determina se as mudanças visando reduzir o insucesso terão resultados satisfatórios ou não. A nossa educação escolar não ensina apensar (facto visível nos programas e metodologias de ensino). Há necessidade de reformar a ideia que se tem da escola para efectivamene as reformas sejam bem sucedidads.

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